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Centro
de Geografia |
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ATLAS
DE CABO VERDE
Objectivo:
Elaboração
de um atlas representativo dos aspectos físicos,
humanos e económicos do arquipélago,
com
cerca de trinta cartas temáticas acompanhadas
de notícias explicativas, dados estatísticos
e ilustrações gráficas.
Equipa
executante: Ilídio
do Amaral (coord.), Ezequiel Correia, Fernando Lagos
Costa, Ana Amaral.
Fase
actual: Conclusão
da base de dados cartográficos no S.I.G.
ARC/INFO: rectificação dos mapas de
base digitalizados manualmente nas escalas de 1:150000
e 1:75000 e digitalização de algumas
cartas temáticas propriedade do IICT. Execução
de esboços cartográficos, com recurso
ao S.I.G., de aspectos demográficos e morfológicos.
Nesta
página apresentam-se alguns exemplos:
1.
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
2.
OCUPAÇÃO URBANA
3.
OCUPAÇÃO AGRÍCOLA
|
DISTRIBUIÇÃO
DA POPULAÇÃO
DENSIDADE POPULACIONAL (1990)
(clique para expandir a imagem)

DISTRIBUIÇÃO
DA POPULAÇÃO
De
acordo com o recenseamento de 1990 a população
residente na República de Cabo Verde era
de 341 491 habitantes (quadro), desigualmente
distribuídas pelas nove ilhas habitadas
e também pelos respectivos concelhos administrativos
(mapa e quadro). Santiago, a maior ilha e de povoamento
mais antigo, continha, como sempre, o número
mais elevado de habitantes, 171 691, correspondendo
a cerca de 51% do total do país; Santo
Antão, segunda em tamanho, era a terceira
em população (cerca de 13% do País),
ultrapassada apenas por São Vicente, onde
a maioria está concentrada na cidade do
Mindelo.
Na curva da evolução demográfica,
traçada somente desde 1860, nota-se bem
como até cerca de 1950 a tendência
geral de crescimento foi afectada pelos efeitos
nefastos das crises de anos de seca. A tomada
de medidas drásticas para colmatar esses
efeitos permitiram o crescimento contínuo
e acelerado desde 1950. A população
quase triplicou. Também importante é
que na estrutura etária predominam as classes
jovens, não obstante as taxas elevadas
de emigração.
|
ILHA/
CONCELHO |
ÁREA
(km2) |
POPULAÇÃO
|
ILHA/
CONCELHO |
ÁREA
(km2)
|
POPULAÇÃO
|
Santo
Antão
Paul
Porto Novo
Ribeira Grande
São
Vicente
São
Vicente
São
Nicolau
São
Nicolau
Sal
Sal
Boavista
Boavista
|
779.0
54.3
558.0
166.7
227.0
227.0
343.0
343.0
216.0
216.0
620.0
620.0
|
43845
8121
14873
20851
51277
51277
13665
13665
7715
7715
3452
3452
|
Maio
Maio
Santiago
Praia
Santa Catarina
Santa Cruz
São Domingos
Tarrafal
Fogo
Mosteiros
São Filipe
Brava
Brava
|
269.0
269.0
991.0
395.7
242.9
149.3
134.5
203.1
476.0
81.6
394.4
64.0
64.0
|
4969
4969
175691
82802
41584
25892
11526
25413
33902
8331
25571
6975
6975
|
| TOTAIS |
4076.0 |
341491
|
OCUPAÇÃO
URBANA
|
(clique para expandir a imagem)
PLANTA FUNCIONAL DO CENTRO
HISTÓRICO DO MINDELO EM 1994
No
centro histórico do Mindelo, relativamente
à distribuição espacial das
actividades, destaca-se, de imediato, uma grande
disparidade norte-sul na sua concentração.
A actividade comercial, praticamente inexistente
nos quarteirões que rodeiam a praça
e nos que lhe ficam a norte, reúne-se na
metade sul, onde no eixo principal - a Avenida Cidade
de Lisboa - são os cafés e os pequenos
bares que lhe conferem importância. Este pormenor
é bastante revelador da tradição
portuária, e de um aglomerado onde as pessoas
não vivem muito longe do centro, possibilitando
aí uma convivência a todas as horas
do dia. Um outro aspecto que ressalta é o
facto de a faixa a oeste do centro histórico
do Mindelo, local aprazível que confina com
o mar, não apresentar nenhuma dinâmica
especial de ocupação, encontrando-se
mesmo votada a algum desleixo. Existem apenas alguns
velhos armazéns e oficinas, como uma barreira
entre a cidade e o oceano.
|
OCUPAÇÃO
AGRÍCOLA
|
(clique
para expandir a imagem)
DISTRIBUIÇÃO
DO MILHO NA
ILHA DE SANTIAGO
A
cultura do milho ocupa 97% da superfície
cultivada em regime de sequeiro na ilha de Santiago.
Embora se possa encontrar em quase toda a ilha,
a sua distribuição parece ser fortemente
condicionada pelos grandes elementos da morfologia
insular, pela diversidade
climática regional e, claro, pelas condições
edáficas. Cerca de 31% das áreas ocupadas
pelo milho localizam-se na zona semiárida
classificada como zona bioclimática «marginal
para a cultura de sequeiro». Acrescentando-se
às "áreas marginais", por
razões climáticas, aquelas que contam
com grandes limitações edáficas
e topográficas nos outros andares bioclimáticos,
17,2%, constata-se que apenas cerca de 52% se situam
em áreas com algumas condições
para assegurarem um bom desenvolvimento da cultura.
As áreas com melhores condições
destacam-se pela maior homogeneidade e regularidade
de ocupação pela cultura e situam-se
no planalto de Santa Catarina, nos vales da parte
oriental - limitados pelo "arco" constituído
pelo alinhamento dos maciços do Pico da Antónia
e da Malagueta e o planalto central - e nos flancos
setentrional e oriental do maciço do Pico
da Antónial.
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