| |
|
| |
Pequena Nobreza nos Impérios Ibéricos de Antigo Regime |
|
| |
18 a 21 de Maio de 2011
Lisboa - Portugal
Call for papers
Data limite de submissão: 15 de Junho de 2010 - e-mail: pequenanobreza@iict.pt |
|
| |
|
|
| |
Objectivos |
|
| |
|
|
| |
O estudo do
papel da pequena nobreza na construção dos Impérios
Ibéricos implica a caracterização deste grupo
social no âmbito das sociedades europeias do Antigo Regime,
enquanto modelo de organização global. No entanto, se
os critérios de inclusão neste grupo eram já
fluidos na Europa, as dinâmicas sociais nos espaços ultramarinos
reordenaram normas que reconfiguraram as hierarquias sociais. Neste
contexto, importa considerar os elementos da pequena nobreza que se
fixaram nos territórios dos Impérios Ibéricos,
mas também os que aí adquiriram tal estatuto.
O êxito da pequena nobreza, um grupo permeável, adaptável
e de origens diversificadas, no cenário das Expansões
Ibéricas passou pelo seu desempenho em vários planos.
O crescente primado dos estudos de caso impõe que se aposte
agora na criação de espaços de debate, privilegiando
a comparação, a discussão e a construção
de conceitos operativos necessários à análise
deste grupo.
Se a conquista e o saque permitiram a acumulação de
bens, o domínio sobre a terra foi para esses indivíduos
um instrumento fundamental de aquisição de riqueza e
de controlo sobre os homens. Mas a prosperidade desse grupo dependeu
também do contacto com redes de mercadores capazes de transformar
as produções locais em objectos de consumo à
escala regional ou global. Na consolidação da posição
desse grupo nas sociedades de além-mar foi igualmente relevante
o controlo dos órgãos locais de poder.
Entretanto, o papel da pequena nobreza nos mundos ultramarinos não
se esgotou naqueles que se territorializaram, importando ter em conta
os que ao serviço das Coroas Ibéricas circularam por
uma larga série de ofícios periféricos civis,
militares e eclesiásticos.
De resto, para uns e para outros, será fundamental analisar
as redes de parentesco e clientelares, que estiveram na base da construção
da sua posição nas sociedades dos Impérios Ibéricos.
Neste contexto, assumem também relevância as relações
de parentesco, políticas e comerciais com as elites nativas.
O estudo dos poderes simbólicos e das estruturas de representação
e auto-representação, que legitimavam e consolidavam
distinções sociais, constitui um campo particularmente
relevante para a compreensão das sociedades que se forjaram
nos espaços ultramarinos.
Finalmente, essa inteligibilidade ganhará espessura na análise
de percursos concretos, de indivíduos, de linhagens, ou de
famílias, protagonistas das sociedades ultramarinas e que contribuíram
para a sua especificidade. |
|
| |
|
|
| |
|
|
|
|
 |
 |
| |
Organização |
| |
|
|
|
| |
Apoio |
| |
|
|
|
| |
| |
|
|